
Campeão na raça e na vontade
Na partida decisiva do campeonato pernambucano, o Santa Cruz não repetiu seus próprios erros e não foi incomodado pelos contra-ataques do Salgueiro. Também não repetiu o erro de cansar de perder…
Na partida decisiva do campeonato pernambucano, o Santa Cruz não repetiu seus próprios erros e não foi incomodado pelos contra-ataques do Salgueiro. Também não repetiu o erro de cansar de perder gols, cometido pelos sertanejos no primeiro jogo, e liquidou a partida com um golaço de Anderson Aquino.
O atacante voltou a entrar de frente depois de uma contusão e, um minutos depois de atrapalhar-se todo com a bola num lance claro de gol, redimiu-se chutando forte de fora da área, sem qualquer chance de defesa. O gol fez mais de 46 mil torcedores explodirem de alegria aos 24 minutos do segundo tempo. Àquela altura, os jogadores do Salgueiros já catimbavam, dando sinais de querer levar a decisão para os pênaltis.
O Santa Cruz dominou a partida completamente. No primeiro tempo, Bruninho perdeu um gol logo aos quatro minutos, numa cobrança de escanteio em que o goleiro Luciano rebateu mal para o meio da área. Com o gol escancarado, o volante tricolor chutou para fora.
O domínio, contudo, parecia ser relativo. O ataque do Santa Cruz não conseguia furar a retranca e entrar na área sertaneja. O recurso usado foram os chutes de fora da área. Edson Sitta mandou duas bolas para fora. O chute mais perigoso foi de João Paulo, o melhor em campo. Luciano fez o que podia: rebater para o lado.
Aos 31 minutos, a melhor chance do Santa Cruz. Depois de uma triangulação rápida com Betinho, Bruninho entrou sozinho na área e... não finalizou. Tocou voltando para Emerson chutar forte nas mãos do goleiro.
O segundo tempo corria à semelhança do primeiro. A entrada de Renatinho no lugar de Emerson Santos melhorou o passe e a movimentação no meio de campo, mas não parecia ser o bastante. O nervosismo da torcida já espalhava-se pelo gramado. Os jogadores perceberam e passaram a ir ao chão seguidamente.
A troca de passes entre João Paulo – sempre ele - e Aquino, deixou o atacante em posição de arriscar o chute salvador. O Santa esteve perto de fazer o segundo com Nininho, mas depois tocou bola e só correu algum risco nos minutos finais, em lances de bola parada. Quando o árbitro apitou, os jogadores correram para abraçar e lançar Ricardinho aos ares. A torcida parecia não acreditar num título que parecia impossível.
Pela quinta vez em cinco anos, a piscina da sede social ficou pequena.



