“MinhahistóriacomoSantaCruzcomeçaaos7anosdeidade.Sementendernadadefutebol,lembroqueeraodiadafinaldoCampeonatoPernambucanode1993.”
Minha história com o Santa Cruz começa aos 7 anos de idade. Sem entender nada de futebol, lembro que era o dia da final do Campeonato Pernambucano de 1993. Meu pai e meu tio estavam no Arruda, enquanto eu estava em casa com minha mãe, irmã e primos.
Quando o Santa levou o gol do Náutico, minha mãe, que era torcedora da coisa, teve a ideia de pegar alguns papéis em branco, escrever neles algumas brincadeiras com o Santa para tirar uma onda e espalhá-los pela casa. A intenção era que meu pai e meu tio encontrassem tudo quando voltassem do jogo.
Só que o Santa Cruz virou aquela partida de forma histórica, com o famoso gol de Célio.
E eu nunca esqueci aquela cena: a gente correndo pela casa, arrancando os papéis, porque meu pai e meu tio estavam voltando para casa vencedores. Para mim, aquilo foi o máximo. Foi ali, naquele dia, que começou um amor que eu nem sabia que seria para a vida inteira.
Depois disso, meu pai e meu tio me deram uma camisa do Santa e começaram a me levar aos jogos. E, de lá para cá, são décadas vivendo esse amor. São anos acompanhando o Santa Cruz, estando junto em todas as alegrias e tristezas. São muitos quilômetros percorridos, muitas cidades, muitos estádios e incontáveis momentos vividos por causa desse amoe. E foi também nas arquibancadas do Arruda que eu conheci o pai do meu filho, então costumo dizer, com todo carinho, que até meu filho o Santa Cruz me deu.
Hoje, olho para trás e percebo que o Santa Cruz não é apenas um time que eu torço. Ele faz parte da minha história, da minha família, das minhas memórias e de quem eu sou.
E, acima de tudo, existe uma gratidão enorme pelo meu pai e meu tio, que foram os responsáveis por me apresentar esse amor. Foram eles que me fizeram tricolor e me ensinaram, desde pequena, que ser Santa Cruz é muito mais do que ganhar ou perder. É pertencer, é permanecer, é amar, mesmo quando dói.
E talvez uma das coisas mais bonitas de tudo isso seja perceber que esse amor não termina em mim. Meu filho também é tricolor. Ele cresceu conhecendo, vivendo o Santa e sentindo esse amor que um dia meu pai e meu tio colocaram dentro de mim.
É assim que eu quero que seja: uma herança que não se mede em dinheiro, mas em histórias, camisas, arquibancadas, viagens, lágrimas, abraços e memórias.
Meu pai me fez tricolor. Meu tio me fez tricolor. Eu fiz meu filho tricolor.
E que venham muitas outras gerações para carregar esse amor.
Porque o Santa Cruz é parte de nós. É nossa história, nossa paixão e, para sempre, nossa herança.
Meu amor pelo Santa Cruz é para a vida inteira. 🖤🤍❤️
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