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Até os meus 10 anos de idade, eu não era torcedor do Santa Cruz. O futebol ainda não tinha despertado em mim esse sentimento que, anos depois, se tornaria uma das maiores paixões da minha vida.
Foi então que aconteceu algo que mudaria tudo.
Fui a uma festa de aniversário do meu avô, Timóteo. Naquele momento, eu não poderia imaginar que aquela seria a última festa de aniversário que ele teria. Talvez, justamente por isso, aquele dia tenha ganhado um significado que eu só compreenderia com o passar dos anos.
Depois daquela festa, comecei a me aproximar do Santa Cruz. No início, talvez fosse apenas uma simpatia. Mas, pouco a pouco, aquilo cresceu. O Santa Cruz deixou de ser apenas um clube para mim. Tornou-se paixão. Tornou-se amor.
E foi um amor que cresceu de uma forma que não consigo explicar apenas pela lógica.
Passei a acreditar que torcer pelo Santa Cruz não é simplesmente uma escolha. É algo maior. É como ser escolhido. Escolhido por aqueles que nos amam, pelas histórias que carregamos, pelas pessoas que fazem parte da nossa vida e, quem sabe, pelo próprio destino.
Hoje, quando olho para trás, penso que talvez eu não tenha escolhido o Santa Cruz.
Talvez o Santa Cruz tenha me escolhido naquele momento.
E talvez essa seja a verdadeira essência de ser tricolor: entender que existem paixões que não se escolhem. Elas simplesmente encontram você.
Foi assim que o Santa Cruz entrou na minha vida. E, desde então, nunca mais saiu.
Porque ser Santa Cruz não é apenas torcer. É amar, pertencer e carregar uma história que, de alguma forma, já parecia estar destinada a ser nossa.
Neighbors on the wall
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The supporters raised a stadium with their own hands. Now they raise the club's memory, story by story. Tell yours — it takes five minutes and becomes part of the new site's launch campaign.
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