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Arte Coral

Trecho do conto Tarde de Domingo, de Gilvan Lemos, autor de 10 romances, incluindo ‘Jutaí Menino’, ‘Emissários do Diabo’, ‘Os olhos da Treva’ e ‘A lenda dos cem’.

  • – Estou morto, filha. Dor de cabeça, cansaço, sono...
    – É sempre assim, sabe que é assim e não deixa de beber.
    – Você não entende nada de homem, filha. Cadê Júnior? Venha cá, meu filho, dar um beijo no papai.
    Júnior não o atendeu. Rancoroso, olhava de banda, como se nada tivesse ouvido, nada mais lhe interessasse. O pai falou-lhe assim mesmo:
    – Vamos deixar para o próximo domingo, filho. Domingo tem mais, e muito melhor, porque será a final.
    Júnior, sem o fitar:
    – Se o Santa Cruz ganhar hoje.
    – E você acha que ele vai perder? Se é assim nem vale a pena ir. Ou você gosta de ver seu time perder?
    Não respondeu, estava convencido de que não valia a pena discutir com o pai. Ao retirar-se ainda ouviu:
    – Talvez Carlos, o vizinho daí de lado, possa leva-lo com os filhos dele.

Poema Gol do Santa, do poeta Garibaldi Otávio (1938-2013), incluído no livro ‘O Girassol’

  • Santa, santa, sempre santa
    seja a torcida que é Santa
    no santo Mundão do Arruda.

    Santa, que meu santo ajuda
    a chutar toda tristeza
    nas redes da alegria.

    Santa, santa melodia
    do gol que sai da garganta
    como espada justiceira.

    Gol do Santa, Santa Cruz
    que faz o peso da cruz
    da vida ficar mais leve.

    Gol de placa da paixão,
    gol dentro do coração,
    gol de coral, pura luz
    nos pés de quem dança o frevo
    do “S” que o drible escreve.

    Santo gol que enche o meu peito
    de encarnado, branco e preto.

    Gol, gol, gol, é gol do Santa!

Quadros de Bajado, artista plástico nascido em 1912 (Maraial-PE) e falecido em 1997 (Olinda-PE)

Quadros de Bajado, artista plástico nascido em 1912 (Maraial-PE) e falecido em 1997 (Olinda-PE)

Quadro de Tereza Costa Rego, artista plástica pernambucana cujas telas são marcadas pelo tom vermelho e a presença de animais. A cobra coral é retratada em vários de seus quadros.

 

Um a um, de Jackson do Pandeiro

  • Esse jogo não é um a um
    (se o meu clube perder é
    zum-zum-zum)
    Ah olhe o Jogo não é um a um
    (se o meu clube perder é
    zum-zum-zum)
    O meu clube tem time de primeira
    Sua linha atacante é artilheira
    A linha média é tal qual uma barreira
    O center-forward corre bem na dianteira
    A defesa é segura e tem rojão
    E o goleiro é igual um paredão

    Esse jogo não é um a um
    (se o meu clube perder é
    zum-zum-zum)
    Mato um mais o Jogo não é um a um
    (se o meu clube perder é
    zum-zum-zum)

    É encarnado e branco e preto
    É encarnado e branco
    É encarnado e preto e branco
    É encarnado e preto

    É encarnado e branco e preto
    É encarnado e branco
    É encarnado e preto e branco
    É encarnado e preto

    O meu clube jogando, eu aposto
    Quer jogar, um empate é pra você
    Eu dou um zurra a quem aparecer
    Um empate pra mim já é derrota
    Mas confio nos craques da pelota
    E o meu clube só joga é pra vencer

    O meu clube tem time de primeira
    Sua linha atacante é artilheira
    A linha média é tal qual uma barreira
    O center-forward corre bem na dianteira
    A defesa é segura e tem rojão
    E o goleiro é igual um paredão

    Esse jogo não é um a um
    (se o meu clube perder é
    zum-zum-zum)
    Mato um mais o Jogo não é um a um
    (se o meu clube perder é
    zum-zum-zum)

    É encarnado e branco e preto
    É encarnado e branco
    É encarnado e preto e branco
    É encarnado e preto

    É encarnado e branco e preto
    É encarnado e branco
    É encarnado e preto e branco
    É encarnado e preto

    Esse jogo não é um a um
    (se o meu clube perder é
    zum-zum-zum)
    Mato um mais o Jogo não é um a um
    (se o meu clube perder é
    zum-zum-zum)

    Mas rapaz uma coisa dessa tambêm
    tá demais
    O juiz ladrão rapaz
    Eu vi com esses dois olhos que a terra
    há de comer
    Quando ele pegou o rapaz pelo calção
    O rapaz ficou sem calção

    Ah olho o jogo não pode ser um a um
    (se o meu clube perder é
    zum-zum-zum)
    Mato um mais o Jogo não é um a um
    (se o meu clube perder é
    zum-zum-zum)

 

Vulcão tricolor, frevo de Maestro Forró em homenagem ao Santa Cruz a partir de obra inacabada de Nelson Ferreira

 

É Papa-taças, dos Irmãos Valença (João Vítor e Raul Valença), música popular na torcida do Santa nos anos 50 e 60. O verso “...a poeira se levanta” é uma referência à poeira que subia quando a torcida comemorava um gol tricolor nas arquibancadas de madeira do Alçapão do Arruda, antes da construção do estádio.

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