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Todos por um paredão

Sem ganhar nada desde 1947, os dirigentes corais decidiram que era hora de levar a sério a máxima de que “todo bom time começa por um bom goleiro”. A aposta era ousada: Barbosa, vice-campeão mundial em 1950, foi comprado ao Vasco da Gama. O mais difícil era conseguir o dinheiro para pagar as luvas e o primeiro mês de salário do goleiro que, apesar de carregar injustamente a culpa pela derrota para o Uruguai cinco anos antes, era bastante querido pela torcida carioca.

Nos rádios, os dirigentes apelaram para a torcida. De certo. No primeiro treino de Barbosa em julho de 1955, o alçapão do Arruda. Alguém teve a ideia de esticar uma bandeira tricolor no chão e, logo, centenas de moedas e cédulas cobriram o manto vermelho-branco-e-preto. Então, os torcedores carregaram a bandeira em torno das arquibancadas de madeira para que todos os presentes pudessem contribuir. Foi tanto dinheiro arrecadado que o símbolo do clube ficou pesado. Barbosa recebeu seu pagamento no dia seguinte. No Santa, o goleiro vice-campeão não chegou a ser campeão estadual, mas conquistou um inédito Torneio Pernambuco-Bahia em 1956.