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Festa da torcida, vitória e duas toneladas de alimentos

Foto: Rodrigo Baltar

O que seria “apenas” o primeiro amistoso do Santa em 2017, contra o modesto time do AGAP-PE (Associação de Garantia ao Atleta Profissional de Pernambuco), na última terça-feira, acabou virando um espetáculo à parte da torcida coral. Cerca de dois mil torcedores foram ao estádio Grito da Independência, em Olinda, e mataram saudades do time em campo.

Se o resultado agradou a massa coral (3x0 para o Santa), a contribuição da torcida para ver a partida (um quilo de alimento não-perecível) arrecadou mais de duas toneladas de alimentos.

“Foi uma iniciativa muito boa, essa do Santa”, disse a secretaria-executiva da Mulher e de Direito Humanos de Olinda, Verônica Brayner. “Está superando tudo”.

 Nos próximos dias, os alimentos serão destinados a instituições beneficentes do município, a partir de critérios definidos pela prefeitura.

Quem fez a festa mesmo foi a criançada.  Mesmo com o sol forte, muitos avós, pais e tios, fizeram questão de alimentar a paixão coral.

Quando soube que o Santa iria jogar no bairro de Rio Doce, onde mora, Silvia Melo, de 63 anos, nem precisou pegar o telefone. Sabia que o sobrinho Dante de Oliveira, de nove anos, já estaria “louco” em casa, para ir ao estádio. Desta vez, acompanhado da irmã, Lara, de quatro.

“Minha avó ligou para minha tia avisando que seria às três horas, então eu vim. Minha irmã quis vir também”, disse. Ele só tinha ido a um jogo no Arruda, o primeiro jogo da temporada de 2016. A irmã fazia a estreia.

“Eles ficaram todos doidos para vir ao estádio”, disse a tia.

Quem teve mais trabalho para chegar ao estádio foi Sandro Lourenço, de 25 anos. Estava com o pequeno Diogo Lourenço, de um ano e oito meses, nos braços, aguardando o início da partida.

Saiu do município de Abreu e Lima ao meio dia, de ônibus.

“Esse aqui veio para os jogos do Santa desde a barriga da mãe”, disse.

Enquanto o menino olhava a movimentação da torcida, o aquecimento dos jogadores, o pai comentava sobre o início da temporada coral.

“Gostei das contratações. Algumas foram muito boas. Vamos esperar pra ver, né?”

Ele disse que não ficou surpreso com a presença em massa da torcida, num jogo em plena terça-feira à tarde, em Olinda.

“Essa torcida não se explica. No bom ou no ruim, a gente está junto”, completou

Estreia tardia

Isabelle da Silva, de 63 anos, foi ao estádio acompanhar as netas, Isabelle Mayara, de oito anos, e Yasmin Cristina, de 12.

“O senhor não vai acreditar, mas é a primeira vez que venho a campo assistir um jogo do Santa. Meu irmão vai a todo jogo, mas sou um pouco assustada com muita gente”, disse.

Ela estava encantada com o clima da torcida, a tranquilidade. Como estava acompanhando as netas, providenciou três quilos de alimento não-perecível. “Essas duas estavam doidas para vir”.

Para quem tinha medo de muita gente, ela não escondeu a satisfação com a presença em massa da torcida.

“Graças a Deus, deu muita gente. E ainda tem gente chegando”, completou.

Privilégio

À entrada do estádio, uma figura conhecida da torcida pernambucana acompanhava tudo atentamente. Era o ex-jogador e comentarista Francisco Caravalho Neto, o Chiquinho, que agora é o secretário-executivo da Secretaria de Esportes de Olinda.

Ele fez rasgados elogios à diretoria coral, que resolveu fazer a pré-temporada em Olinda e organizar o primeiro amistoso com a arrecadação de alimentos.

“O Santa Cruz jogando num bairro como Rio Doce, é um privilégio para todos. O público está muito bom, e certamente vamos ter outros jogos aqui”.

Enquanto falava com a reportagem do Santa Cruz, a arrecadação estava em mais de uma tonelada de alimentos. Meia hora depois, completaria a segunda tonelada.

“Temos que usar o poder de um clube como o Santa Cruz para construir essas parcerias”, comentou. 

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